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20 de Novembro, 2025 Microsoft explica como o Windows 11 se tornará um sistema operativo “agêntico”

Microsoft explica como o Windows 11 se tornará um sistema operativo “agêntico”

A visão futurista de um sistema operativo gerido por inteligência artificial (IA) está a chegar mais rápido do que o previsto, com a Microsoft a preparar o terreno para a integração de “agentes” autónomos no Windows 11.

A visão da Microsoft para o Windows 11

Apesar de muitos terem considerado a ideia de um “sistema operativo agêntico” – apresentada recentemente pela Microsoft – como uma ambição futurista distante da realidade, a gigante tecnológica esclareceu hoje que estas funcionalidades estão muito mais próximas do lançamento do que se antecipava.

Recentemente, Pavan Davuluri, presidente da divisão Windows, descreveu o futuro da plataforma como um sistema operativo baseado em agentes. Neste cenário, bots de IA e Large Language Models (LLMs) encarregam-se de gerir comandos, manipular ficheiros e executar tarefas computacionais em nome do utilizador.

Ainda que a receção por parte da crítica tenha sido cética, com muitos a apontarem a frustração existente com os erros e a instabilidade da versão atual do sistema operativo, o conceito está a criar raízes profundas na estratégia de software da Microsoft.

O espaço de trabalho do agente

A Microsoft já disponibilizou um novo guia de suporte detalhando estas funcionalidades agênticas para o Windows 11. A empresa confirmou que estas mudanças, classificadas como “experimentais”, surgirão numa versão de pré-visualização privada para programadores e testadores inscritos no programa Windows Insider.

A promessa vai muito além da simples adição de um chatbot; estes agentes desempenharão um papel central na concretização de uma computação assistida por IA.

O pilar central desta nova arquitetura denomina-se “Agent Workspace” (Espaço de Trabalho do Agente). Trata-se de um ambiente dedicado dentro do Windows onde um agente de IA pode operar sobre os dados e ficheiros do utilizador.

Cada espaço de trabalho está confinado a um utilizador-agente separado, contido na sua própria conta Windows. Isto permite que os utilizadores humanos continuem a utilizar o dispositivo normalmente, enquanto estas contas de agente executam as tarefas atribuídas em segundo plano.

A Microsoft assegura que existem “limites claros” entre as contas agênticas e as contas de utilizador padrão. Estes espaços de trabalho são concebidos para serem seguros e utilizam o mínimo de recursos de CPU e memória. O sistema assemelha-se a uma estrutura de virtualização complexa baseada em IA, embora a Microsoft afirme que é significativamente mais eficiente do que uma máquina virtual tradicional, como o Windows Sandbox.